Antigamente

Antigamente
(Angola, Mestre Toni Vargas)

Antigamente,
Tudo era diferente,
No Rio a gente era gente,
Que beleza de lugar,

Ali na Lapa,
Tinha toda a malandragem,
Do Samba e da capoeira,
Vale a pena recordar,

A malandragem,
Não era como hoje em dia,
Havia mais poesia,
No jeito de malandrar,

O bom malandro,
De branco era boa praça,
Cantava e fazia graça,
Era um tipo popular,

Mas respeitado,
Porque bom de capoeira,
Derrubava de rasteira,
Sem nem mesmo se sujar,

E de noitinha,
Embaixo dos lampiões,
Lindas moças ruquiões
Olhavam o bonde passar,
Lá pelos arcos,
Desenhando de beleza,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,

Ê viva meu Deus
Iê viva meu Deus camará
Iê que me ajudou
Iê quem me ajudou camará
Iê viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre camará

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